Tem alguma música do Guns N’ Roses que é a mais difícil de tocar? Duff McKagan responde

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Duff McKagan afirmou que nenhuma música do Guns N’ Roses representa hoje um grande desafio técnico para ele ao vivo. Em vídeo publicado nas redes sociais (via Ultimate Guitar), o baixista disse que a banda ensaia e toca tanto que o repertório deixou de ser uma dificuldade em si. Para ele, o maior desafio no palco é outro: manter o groove e não se deixar levar pela reação do público.

O comentário surgiu após uma pergunta feita por sua esposa. Ela quis saber qual havia sido a música mais difícil que ele tocou naquela noite. Duff respondeu que não sabe se alguma faixa é “necessariamente um desafio”, justamente por causa da rotina intensa de ensaios e apresentações.

Segundo o baixista, a dificuldade está em lidar com o som do in-ear (retorno usado no ouvido), encontrar equilíbrio com os outros músicos no palco e controlar a emoção. “Há pessoas lá fora indo à loucura”, disse. Por isso, ele tenta manter a concentração e sustentar a base da banda.

Duff afirmou que sua principal missão é ficar encaixado com o baterista Isaac Carpenter. “Estou apenas tentando manter o groove. Esse é o meu maior desafio”, explicou. Para ele, uma boa noite acontece quando consegue permanecer no pulso durante todo o show.

A resposta contrasta com a visão de Slash. Em entrevista à Guitar World, em 2008, o guitarrista apontou “Estranged”, do álbum “Use Your Illusion II”, como a música mais difícil do Guns N’ Roses para tocar ao vivo. Segundo ele, a faixa exige muita concentração por causa das nuances, dos arranjos e das mudanças ao longo da canção.

“Tocá-la ao vivo exigia muita concentração”, disse Slash. “Não é aquela típica música de simplesmente aumentar o volume e mandar ver.”

Duff, no entanto, costuma falar das músicas do Guns menos pela dificuldade e mais pelo efeito que elas criam no palco. Em outro momento, ele elegeu “Rocket Queen” como uma de suas favoritas da fase “Appetite for Destruction”. Para o baixista, a música tinha um groove especial e partes de ligação que mostravam um passo adiante na linguagem da banda.

“Rocket Queen” encerra o álbum de estreia do Guns e, para Duff, parecia uma música de “outro nível”. Ele lembrou que “Appetite for Destruction” nasceu como um disco feito para a própria banda, seus amigos e o público que acompanhava o grupo nos clubes. Mesmo assim, aquela faixa já indicava um caminho mais ambicioso.

Na fase da reunião, iniciada em 2016 com o retorno de Slash e Duff, outra música passou a ter peso especial para o baixista: “November Rain”. Ele destacou menos a parte técnica e mais o impacto visual e emocional da canção ao vivo. Para Duff, ver Axl Rose ao piano, o público acendendo luzes e Slash conduzindo o solo cria um momento “maior que a vida”.

O baixista também diz gostar de tocar músicas mais recentes da banda, como “Hard Skool”, “Absurd”, “The General” e “Perhaps”. A escolha mostra que, para ele, o repertório atual não vive apenas dos clássicos. As faixas novas também têm espaço dentro da dinâmica dos shows.

As respostas ajudam a entender o papel de Duff no Guns N’ Roses. Para Slash, o desafio pode estar nas nuances de uma música como “Estranged”. Para Duff, está em sustentar o peso rítmico, manter o grupo firme e não perder o pulso diante de plateias gigantes.

No fim, a dificuldade não está apenas em tocar a nota certa. No caso de Duff McKagan, está em segurar a onda quando o público explode e transformar o baixo em alicerce para o caos controlado do Guns N’ Roses.

Retirado de Whiplash

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