Não há dúvidas de que o álbum “Chinese Democracy” é o momento mais polêmico da carreira do Guns N’ Roses. O trabalho levou mais de uma década para ficar pronto e contou com uma série de indefinições e recomeços durante sua trajetória em estúdio – causados especialmente por Axl Rose e sua megalomania.
Ainda assim, o resultado obtido é defendido por parte dos fãs e aqueles que participaram das sessões. O tecladista Dizzy Reed é um deles. Durante bate-papo com o podcast Let There Be Talk, o instrumentista apresentou seus argumentos sobre a obra e pediu uma maior reflexão e disposição para absorvê-la.
“Amo ‘Chinese Democracy’ e tenho muito orgulho de ter feito parte dele. Encorajo quem não o compreendeu a dar uma nova chance. Há muita informação nesse disco. Não dá para compreender tudo ouvindo só uma vez, é impossível. O cérebro humano não consegue assimilar. Mas após escutar algumas vezes, você começa a absorver e apreciá-lo. Meus amigos que são músicos o amam, acham incrível.”
Ainda assim, o fiel escudeiro de Axl admite que o trabalho foi extenuante. “Houve um período de folga, mas lembro-me de chegar a ir trabalhar cinco ou seis dias por semana. Meus filhos eram pequenos na época. Estavam crescendo, então trabalhávamos à noite para que eu pudesse fazer as coisas e estar presente. Mas não dormia muito.”
“Chinese Democracy” foi lançado pelo Guns N’ Roses em 23 de novembro de 2008. Foram quase 15 anos entre o início do processo de composição e a chegada do disco ao mercado, com idas e vindas de músicos, produtores e empresários.
Mesmo causando polêmica até hoje, por conta de sua sonoridade, o trabalho vendeu mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo, chegando ao número 1 nas paradas de oito países.




