O Guns N’ Roses já passou por diferentes capitais brasileiras, inclusive fora do eixo tradicional de grandes shows internacionais. Em live resgatada pelo canal Debate Sobre Música, Regis Tadeu comentou a primeira apresentação da banda em São Luís, no Maranhão, que teria reunido cerca de 30 mil pessoas, público maior que o registrado em Porto Alegre. Ao ser perguntado sobre o que explica grandes bandas de rock irem ao Nordeste, o crítico foi direto: “Grana, grana, meu caro”.
Regis afirmou que a ida do Guns N’ Roses a São Luís tinha relação com um mercado ainda não explorado pela banda. “Por que o Guns N’ Roses foi para São Luís? Porque o Guns N’ Roses nunca tinha ido para São Luís e tinha um mercado represado de fãs que não estão nem aí se o Axl Rose está cantando que nem o Mickey Mouse. Não estão nem aí, cara”, disse.
Na sequência, Paulo Baron, empresário e produtor musical que também participava da conversa, explicou que a logística para levar grandes artistas a cidades fora do circuito mais comum é complicada, mas destacou que sempre viu a importância de atender esses mercados. Ele citou outros exemplos: “O Scorpions tocou também em São Luís, deu também 30.000 pessoas. Manaus tinha a primeira vez 80.000 pessoas, Scorpions”.
Para Baron, esse tipo de show vira algo maior do que um evento voltado apenas ao público roqueiro. “Eles vão pela novidade e o momento se torna um evento da cidade, onde as senhoras de lá, não importa se são roqueiras ou não, vão de salto alto assistir ao show e de vestido”, afirmou. Segundo ele, a pessoa vai ao show do Guns N’ Roses “como ela vai ao show do Jorge & Mateus”, porque aquilo se torna “o evento da cidade”.
Regis então aproveitou para ironizar a cobrança frequente de fãs que perguntam quando determinada banda tocará em sua cidade. Segundo ele, a decisão não depende simplesmente da vontade do artista. “Quando o produtor contratar a porra da banda, caceta”, disse. “Fica esse negócio. Eles acham que a banda decide onde vai tocar, cara. E aí depois a banda não aparece, os caras ficam putos.”



