Slash promete que o próximo disco do Guns vai “engrenar rápido”, e explica mudanças nos shows

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Em entrevista ao Loudwire Nights, Slash voltou a falar que o Guns N’ Roses está perto de entrar de vez no modo “álbum novo”. Ele não cravou data, mas foi na linha do “vai acontecer”: “Está vindo”. E resumiu o cenário com a frase que dá o tom da coisa: “É uma daquelas coisas… quando engrenar, engrena bem rápido”.

O motivo da demora, segundo ele, não é falta de ideia. É o trabalho de garimpo. Slash disse que eles têm “um monte de material” e que precisam sentar, separar, lapidar e ver o que realmente vira disco. E ele foi bem honesto sobre a parte chata do processo: “decifrar tudo o que a gente tem e entender o que vai entrar num álbum e blá, blá, blá”.

A conversa também passou pelas duas músicas mais recentes, “Atlas” e “Nothin'”, que nasceram na fase do “Chinese Democracy” (quando Slash não estava na banda). Ele disse que não teve clima estranho nenhum em mexer nelas, e explicou por quê: “O Guns sempre foi super colaborativo”.

Segundo Slash, depois que o grupo voltou, ele e Axl conversaram sobre revisitar canções que já existiam. Ele descreve a mecânica do negócio: já havia bateria e voz, e eles refizeram guitarras e baixo. O lado divertido, pra ele, foi justamente “escrever partes novas” em cima de uma música que já estava de pé. Ele disse que isso foi sendo feito aos poucos, em sessões espaçadas, e que “Atlas” e “Nothin'” fecharam essa conta. “É meio que o fim disso”, ele resumiu. A partir daí, a tendência é o foco ir todo pra material realmente novo do grupo.

Quando o assunto vira palco, Slash dá um detalhe que é bem “Guns”: ele não consegue eleger uma favorita geral, porque muda conforme a noite. Ainda assim, citou uma que ele sempre curte tocar no set: “‘Hard Skool’ é uma das músicas que a gente toca e que eu sempre fico esperando a hora de tocar”. E emendou que está empolgado pra tocar “Nothin'” e “Atlas”, porque “tem algo muito legal nos arranjos” e a “vibe é um pouco diferente” do típico Guns N’ Roses.

A parte mais reveladora é como eles montam o repertório. Slash disse que a graça do show vem dessa flexibilidade: em algumas noites, certas músicas parecem “especialmente interessantes” ou “espontaneamente inspiradoras”. Por isso o set não é uma lista engessada do começo ao fim: eles sentem o clima, olham a reação, e vão escolhendo.

E ele fecha com uma imagem bem prática do que acontece: em ensaio, eles montam uma lista grande do que “provavelmente” vai entrar e outra lista ainda maior de alternativas; no dia do show, usam o set da noite anterior como referência e deixam opções ali “no palco” pra decidir na hora. E soltou a frase que explica por que eles insistem nisso: “Se a gente tivesse que fazer o mesmo set toda noite, seria miserável”.

Retirado de Whiplash

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