A opinião elogiosa de Ron “Bumblefoot” Thal sobre Slash

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A opinião elogiosa de Ron

A passagem de Ron “Bumblefoot” Thal pelo Guns N’ Roses se deu entre 2006 e 2014 – embora sua saída tenha sido revelada ao público apenas no ano seguinte. Indicado por Joe Satriani, o guitarrista encarou a possibilidade e participou das gravações do álbum “Chinese Democracy” (2008). No entanto, sempre soube que o momento de seguir adiante chegaria, como admitiu à rádio americana KMET 1940 AM.

“Não ia rolar mais do que já tinha acontecido. Sentia falta de ser criativo com uma banda, compondo, gravando e fazendo mais coisas. Também tinha saudade de dar aulas, produzir, de tudo o mais que eu fazia. Então voltei a tudo isso, tive o Art of Anarchy e depois, eventualmente, o Sons of Apollo, que se saiu muito bem.”

Depois que o entrevistador observou que Slash é “um artista de hard rock melódico com base no blues”, enquanto Bumblefoot é mais preciso tecnicamente, o próprio explicou: “Bem, existe uma velha piada que tira sarro dos músicos de jazz. É rock versus jazz – você pode tocar três acordes para 3.000 pessoas ou 3.000 acordes para três pessoas. E a questão é que Slash é um ícone, uma lenda. Se você fosse perguntar o que é um guitarrista de rock, seria o Slash. Uma das primeiras coisas que as crianças querem aprender na guitarra é algo que ele criou. Ele é o melhor. Absolutamente.

E não se trata de técnica. Não se trata de nada disso. São as 3.000 – você poderia dizer 3.000 notas para três pessoas. Slash criou coisas que você pode cantar e que reconhece em um segundo. E isso é um talento e uma habilidade que é… É raro. E é fantástico. Quer dizer, eu faço o que faço, ele faz o que faz e o mundo fica completo com todo mundo fazendo o que faz.”

Sendo assim, Thal não se sente deslocado ou injustiçado, ressaltando ser apenas a natureza das coisas. “Todos nós temos que ser fiéis a quem somos. Temos que ser genuínos, temos que ser autênticos. E eu, por exemplo, sou um cara esquisito, então toco umas coisas esquisitas. E é assim que é. Vai agradar às massas? Não. Tem o seu lugar. Não vai tocar no rádio, mas vai tocar na TV, em videogames e coisas do tipo. E é isso que me faz feliz. Se não fizesse isso, haveria um pequeno vazio no universo que eu deveria preencher e não preenchi. E isso vale para todo ser humano. Para todo mundo. Não se trata de ser famoso nem nada disso. Trata-se de ser fiel a si mesmo. Essa é a coisa mais importante.”

Em janeiro de 2025, Ron disponibilizou o álbum solo “Bumblefoot… Returns!”. O trabalho conta com 14 faixas e uma série de convidados especiais que incluem nomes como Steve Vai, Brian May (Queen) e Guthrie Govan. Foi o primeiro lançamento totalmente instrumental do artista em mais de três décadas.

No ano anterior saiu “Insanium”, primeiro disco do Whom Gods Destroy. O projeto conta com o tecladista Derek Sherinian (Black Country Communion, ex-Dream Theater), o baterista brasileiro Bruno Valverde (Angra, Smith/Kotzen), o vocalista croata Dino Jelusick (ex-Animal Drive e Whitesnake) e o baixista japonês Yas Nomura (The Resonance Project).

Retirado de Whiplash

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